Os primeiros 13 meses do governo da presidente Dilma Rousseff teve uma marca registrada: os escândalos em série. Foram vários os ministros atingidos por denúncias e suspeitas. Sete caíram: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte), Carlos Lupi (Trabalho) e Mário Negromonte (Cidades).
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| Governo Dilma: escândalos em série derrubam vários ministros |
Confira a sequência de denúncias:
2
de fevereiro: O então ministro das Cidades, Mário
Negromonte, entregou uma carta de demissão à presidenta Dilma Rousseff. A
situação de Negromonte complicou-se progressivamente desde que veio à tona a
notícia de uma suposta fraude em uma obra da Copa do Mundo. Na época, o
ministro reconheceu que houve uma revisão em um parecer técnico referente à
obra, mas sempre negou que a operação caracterizasse uma fraude. Aos poucos, o
ministro viu-se desgastado junto ao governo e ao seu próprio partido.
7
de junho: Antonio Palocci é o primeiro ministro do governo Dilma a
cair, depois de suspeitas de ter praticado tráfico de influência em favor de
sua empresa de consultoria, a Projeto. A crise teve ainda como efeito colateral
a substituição do então ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio
(PT-RJ). Dilma trocou Luiz Sérgio por Ideli Salvatti - a ex-senadora assumiu a
pasta de Relações Institucionais e o peemedebista foi para o seu lugar,
passando a comandar o Ministério da Pesca.
6
de julho: Menos de um mês depois da saída de Palocci, caiu o
ministro dos Transportes Alfredo Nascimento. A situação de Nascimento ficou
insustentável após a publicação de diversas reportagens denunciando um esquema
de corrupção comandado por ele dentro da pasta.
17
de agosto: Alvo de uma série de denúncias de corrupção, Wagner
Rossi sai da Agricultura. Segundo reportagem da revista Veja, o suposto lobista
Julio Fróes teria "uma sala com computador, telefone e secretária na
sobreloja" do prédio, onde funciona a Comissão de Licitação da pasta. Já o
jornal Correio Braziliense publicou reportagem que revelava que o ministro
viajava de carona no jato executivo de uma empresa do setor de agronegócio com
contratos com o ministério. Rossi rebateu e negou todas as denúncias.
14
de setembro: Pedro Novais deixou o comando do Turismo
depois das denúncias de mau uso de dinheiro público. Ele foi acusado de pagar o
salário de uma empregada doméstica com dinheiro da Câmara e de usar um
funcionário do gabinete do deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA) como motorista
de sua mulher em horário de trabalho. Novais reassumiu sua vaga na Câmara.
26
de outubro: A saída de Orlando Silva do comando da pasta
foi provocada por denúncias feitas à revista Veja pelo policial militar João
Dias Ferreira, que acusou o ministro de corrupção. No centro dos preparativos
para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ele rebateu a notícia de
que teria recebido propina como parte de um esquema montado na pasta.
4
de dezembro: Carlos Lupi acerta sua demissão do
Ministério do Trabalho. Ele decidiu deixar a parta ao ser informado que não
tinha mais o apoio da presidenta. "Não dá mais", disse Lupi a um dos
aliados dentro da legenda da qual é presidente em exercício. No início de
novembro, o iG mostrou que a pasta do Trabalho fez convênios suspeitos deirregularidades com ONGs controladas por militantes do PDT.
(Com informações da Revista Veja e do IG)

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