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terça-feira, 7 de maio de 2013

Raimundo Cutrim quer cópias de notas fiscais emitidas por agiotas


Waldemar Ter / Agência Assembleia

O deputado Raimundo Cutrim (PSD) anunciou, na sessão desta segunda-feira (6), que apresentou cinco requerimentos pedindo que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa solicite as notas fiscais emitidas pelas empresas ligadas aos agiotas comandados por Gláucio Alencar, preso por envolvimento na morte do jornalista Décio Sá.

O parlamentar explicou que o pedido se refere a cópias das notas fiscais emitidas por empresas legítimas e/ou laranjas, ligadas ao grupo de agiotas, supostamente comandado por Gláucio Alencar e outros envolvidos em desvio de recursos públicos, nas áreas federal, estadual e municipal.

Em relação à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que deseja criar para investigar a agiotagem no Estado, Raimundo Cutrum revelou que está conversando com os colegas para que não apenas 14 assinem, mas todos os 42 deputados. Voltou a criticar o secretário de Segurança do Estado, Aluísio Mendes, que não teria credibilidade para apurar o caso.

Lembrou do sucesso das CPI’s de 1997 e 1998, cujo resultado todo o Maranhão acompanhou. “Nós temos que ter profissionalismo e ética, porque com a CPI queremos é buscar a verdade, que sejam esclarecidos os fatos. A minha vaga eu daria para a oposição, de presidente ou relator, e podemos também mesclar! Não é só governo que pode presidir uma CPI, a oposição poderá, com certeza, fazer parte da CPI”, afirmou.

O deputado do PSD fez outro desabafo, na tentativa de convencer os colegas a assinar o requerimento. “Tenho um trabalho não só no Maranhão, ou seja, tenho trabalho no Brasil todo. Na época de 1989 a 1992, 40% da Polícia Federal, do seu efetivo, eu comandei. Comandei a maior operação já feita pela Polícia Federal em toda a história do Maranhão, que foi a operação Selva Livre do Yanomami. Foi a maior operação já registrada na história, inclusive em quantidade de pessoas. Eu sou maranhense, não posso ficar com braços cruzados aceitando aquela campanha hedionda, criminosa”.

Cutrim avaliou a CPI como uma oportunidade para esclarecer definitivamente essas acusações. “Vamos apurar gente! Agora é com agiotagem. É a oportunidade de o Maranhão colocar as coisas em seus devidos lugares”, enfatizou.

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