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sábado, 9 de março de 2013

A trajetória de luta dos Leitoas e Coutinhos contra o grupo Sarney não permite adesão



Toda vez é assim, o mesmo jogo ensaiado. Basta um prefeito do campo alinhado às forças de oposição aparecer ao lado da governadora Roseana Sarney ou algum membro do seu governo para que inicie, nos veículos de comunicação alinhados ao clã, insinuações de que o gestor está inclinado a deixar a oposição.

O prefeito de Timon, Luciano Leitoa, e o de Caxias, Leonardo Coutinho, ambos do PSB, são os alvos da vez. Só porque cumpriram a missão institucional de receber, nesta semana, a governadora Roseana em seus municípios. Os dois restringiram-se apenas a tratar com a chefe do executivo estadual de parcerias que possam ajudar a população de suas localidades.

O pano de fundo de intrigas adotado pelos sarneysistas não é diferente: uma suposta insatisfação é considerada a justificativa para uma aproximação com a oligarquia. Nesta semana, propalaram que o presidente da Embratur, Flávio Dino (principal candidato da oposição ao Palácio dos Leões) não teria ligado para o prefeito Luciano Leitoa na passagem do comunista por Caxias.

Ilação esta sem qualquer prova concreta apresentada – ao menos até agora não foi exposta.

Não há uma declaração oficial sequer de Luciano sobre o assunto. Se o alcaide não foi (devia ter outro compromisso inadiável na agenda) enviou o pai, o ex-prefeito Chico Leitoa que esteve presente e reafirmou a posição de grupo político em Timon ao lado da oposição.

Vale lembrar que tanto Chico e Luciano Leitoa durante suas trajetórias de luta nunca se dobraram aos ditames da oligarquia. Os discursos dos dois sempre foram duros contra os membros do clã Sarney, taxando-os como responsáveis pelo atraso do Maranhão. Todos os timonenses são prova incontestes da oposição ferrenha dos Leitoas travada ao longo dos anos contra os Sarneys.

Na eleição passada para o governo os Leitoas estiveram com o ex-governador Jackson Lago e fizeram – com méritos -  com que o pedetista fosse o mais votado na cidade.

Portanto, a tarefa de recepcionar Roseana em Timon, além do rito institucional, teve por finalidade viabilizar ações que se transformem em benfeitorias aos timonenses. Nada mais correto, justo e sensato.

No caso de Caxias, não se pode esquecer os maus tratos da governadora Roseana Sarney com a administração do prefeito Humberto Coutinho. O pedetista foi um dos prefeitos mais perseguidos pelo clã. Quantas e quantas vezes a deputada Cleide Coutinho subiu na tribuna da Assembleia para denunciar, numa espécia de desabafo a indiferença do governo Roseana com a princesa dos Cocais. Pois bem, no pleito de 2010, os Coutinhos apoiaram Flávio Dino.

O atual prefeito, Leo Coutinho tem consciência disso.

Buscar parcerias com o governo do Estado que se revertam em melhorias para os municípios é dever e obrigação de qualquer prefeito. Pena que a oligarquia Sarney pense diferente, pois vendo que o império está demolindo com a aproximação de 2014, fixa-se agora na sanha obsessiva de fazer politicagem, chantagem e ameaças somente no escopo de eleger o nome do grupo ao governo.

Em Tempo

Este blogueiro resolveu reproduzir a matéria acima do Amigo e colega blogueiro John Cutrim para o arquivo da história política do Maranhão...

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