Assembleia Legislativa

quinta-feira, 5 de abril de 2018

"Em vez de mostrar que é amigo de Caxias, o governador fez um puxadinho no Macrorregional”

Vereador Magno Magalhães critica serviço de oncologia: “o governador fez um puxadinho no Macrorregional”
O vereador Magno Magalhães (PSD) usou a tribuna, na sessão desta quarta-feira (4), para criticar mais uma vez o governador Flávio Dino (PC do B) por ter optado em levar o serviço de oncologia para uma ala no Hospital Macrorregional de Caxias, em vez de destinar à estrutura construída especificamente para este fim no Hospital Geral do Município.

“O governador tirou de Caxias algo que é da gestão plena de saúde, conforme a lei 8080 do SUS. Tirou não do prefeito Fábio Gentil (PRB), que é um ente privado, mas da sua pessoa pública e de Caxias a presciência de ter no município o domínio da prática da medicina em relação ao câncer. Com isso, ele rasga a constituição”, frisou o parlamentar.

Outro questionamento do vereador se referiu à transferência de pacientes que necessitam do serviço de radioterapia para Imperatriz, distante cerca de 580 km de Caxias, e não para Teresina/PI, que fica a apenas 60 km.

O vereador lembrou que Flávio Dino nasceu politicamente em Caxias, sendo eleito como deputado federal (quando destinou uma emenda de R$ 950 mil para abrir o Centro de Oncologia no Hospital Geral) e em seguida como governador. “No momento em que o seu grupo político perde a eleição, ele simplesmente tira o serviço de oncologia do Município por dor de cotovelo. Em vez de mostrar que é amigo de Caxias, o governador fez um puxadinho no Macrorregional”, disse.

Magno contestou a estrutura da ala destinada o tratamento de oncologia. Segundo ele, o Ministério Público pontuou, para o seu credenciamento: a necessidade de ambulatório geral com atendimento mínimo de 500 pacientes com casos suspeitos ou confirmados; um pronto atendimento 24 horas destinado a receber a qualquer momento pacientes com câncer; a existência de portal eletrônico digital, e; mamografia introspitalar. “Estes serviços são inexistentes no hospital do Estado”, acrescentou.

Ele alertou ainda para a falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos no Hospital Macrorregional, obrigatório para funcionar o serviço de oncologia, o que foi denunciado na imprensa local pela poluição das nascentes e riachos próximos. Este plano deveria ser aprovado pela Anvisa Estadual, sob pena de um alto risco advindo da quimioterapia. Em aparte, os vereadores Ximenes (PR) e Durval Júnior (PSB) ratificaram o posicionamento de Magno Magalhães. As informações são da Assessoria de Comunicação da Câmara de Caxias.

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