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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Bilhão do BNDES ao Maranhão pode ser confiscado


O motivo: o estado governado por Roseana Sarney não pagou precatórios de R$ 240 milhões; Santander, com R$ 116 milhões a receber, é o maior credor; banco estatal cita Maranhão como exemplo, mas arresto judicial dos recursos pode ser decretado


Assinado em São Luís, no Maranhão, entre a governadora Roseana Sarney e o diretor do BNDES Guilherme Lacerda, em 14 de janeiro, o contrato de financiamento de R$ 1,01 bilhão pode ter seus recursos dirigidos para um destino bem diferente do que consta em seus termos. Em razão de uma dívida apurada em 2011 de mais de R$ 200 milhões em precatórios, parte dos recursos emprestados pelo banco estatal poderá ser confiscada para efeito de pagamento da dívida acumulada pelo Estado. O primeiro interessado em obter os créditos perdidos na poeira do passado é o banco Santander, que, por meio do Banespa, que adquiriu, tem mais de R$ 110 milhões a receber do Maranhão.

A princípio, o BNDES não vê problema na concessão do financiamento. Ao contrário.  O diretor Lacerda, quando esteve no Maranhão para assinar o contrato ao lado da governadora Roseana, enalteceu a qualidade dos projetos apresentados pelo Governo do Estado para garantir a aprovação da transação financeira.

“O BNDES reconhece o ‘Viva Maranhão’ como um programa bem-feito, bem-estruturado, com projetos qualificados e que dão total segurança para o banco fazer esse financiamento e ter certeza de que vai atingir seus objetivos”, declarou.

Ainda de acordo com Lacerda, os recursos desse primeiro contrato de R$ 1,01 bilhão, somados aos R$ 2,8 bilhões restantes ainda a serem contratados, têm potencial para transformar o “Viva Maranhão” no maior programa de investimentos públicos da história do estado.

- Esses dois contratos colocam o Maranhão numa condição ímpar. Eu tenho a ousadia de dizer que esse financiamento é um divisor de águas aqui para o estado em termos de recursos disponíveis para que a governadora Roseana Sarney, com toda a sua equipe, possa executar todo um programa de investimentos que passou a ser denominado de ‘Viva Maranhão’ – disse.

O secretário de Estado de Planejamento, João Bernardo Bringel, explicou que a ideia do financiamento é antecipar uma receita que levaria anos para entrar em caixa e possibilitar, agora, investimentos que não seriam possíveis de se realizar apenas com a arrecadação estadual.

- Os financiamentos são naturais em qualquer estado e, inclusive, no país. Na verdade, quando o estado toma o empréstimo, na verdade ele apenas antecipa aquilo que ele teria de levar muito mais tempo arrecadando para fazer os mesmos investimentos – explicou Bringel.

Abaixo, nota do BNDES em resposta a solicitação de informações feita por 247:

O financiamento em questão, no valor de R$ 1 bilhão, ocorre  no âmbito do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinveste) e destina-se à execução de investimentos do Programa Viva Maranhão, em 2013 e 2014 

Estão contempladas ações nos setores de gestão territorial, gestão pública, educação, saúde, saneamento ambiental, segurança pública, infraestrutura rodoviária, assistência social e mobilidade urbana.

Na esfera da gestão territorial, o projeto prevê um novo zoneamento ecológico-econômico, visando melhor monitoramento dos recursos naturais e da destinação e uso da terra. Os investimentos em gestão pública envolvem a implantação de sistemas integrados de monitoramento e acompanhamento de programas e projetos governamentais.

Na área social, estão incluídos investimentos para ampliação e recuperação da rede hospitalar e de escolas, com a construção de centros de ensino integral, e a expansão do sistema de abastecimento de água.  O projeto abrange também investimentos em segurança pública, com qualificação do trabalho de inteligência da polícia e ampliação do sistema prisional.

O Programa Viva Maranhão contempla investimentos totais de R$ 3,8 bilhões entre 2013 e 2016, voltados para combate à pobreza e redução de desigualdades, universalização dos serviços de saúde e de saneamento básico, qualidade de ensino, segurança pública, qualificação profissional e capacitação científica e tecnológica.  A expectativa é de geração de 40 mil empregos diretos e indiretos. 

Vale lembrar que o financiamento foi contratado no dia 14 de janeiro de 2013.

3 comentários:

  1. Enquanto a ''ilustríssima'' governadora está resolvendo quando (quando bem entender) vai pagar os precatórios, a vida de quem depende desse dinheiro tá parada, e as dívidas aumentando... Só no maranhão e essa família Sarney mesmo, pra ir contra uma determinação judicial!!! O povo não pode deixar de pagar os impostos, mas a gostosona pode ficar devendo, e os juros, vão correr??? Porque enquanto ela não paga o que devemos no banco só tá crescendo... Muits injustiça mesmo!!! No dia que Roseana for cassada chove cachaça pro povo!!! Afffffff

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  2. TEM QUE CONFISCAR MESMO, SENAO ELA NAO PAGA TAO CEDO ESSES PRECATÓRIOS. NÃO QUER PAGAR? OBRIGA! TEM QUE MOSTRAR QUE O MARANHÃO NÃO É DELA OU MELHOR, NÃO É PRA SER!

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  3. E o Tribunal de Justiça do Maranhão colocou pelo menos em pauta? votou? Há previsão de pagamento da dívida contraida pelo Governo do Estado do Maranhão pelo não pagamento dos precatórios dentro do prazo constitucional?

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