Assembleia Legislativa

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Petistas não têm nenhuma dívida com o deputado Waldir Maranhão, diz presidente da executiva estadual do PT

Augusto Lobato garante que o deputado federal Waldir Maranhão não entra no PT
Maranhão Hoje - O presidente da Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Augusto Lobato (no registro com a presidente nacional, Gleise Hoffmann), garante que o deputado Waldir Maranhão (PP) não logrará êxito no seu intento de ingressar na legenda. Ele duvida que o parlamentar consiga se filiar pelo diretório nacional, e dá como certa sua rejeição pelo estadual.

De acordo com o dirigente do PT, Maranhão não acrescenta nada à legenda; pelo contrário, só atrapalha. Segundo ele, o deputado mirou o partido na tentativa de encontrar uma saída para o seu mal sucedido projeto de se viabilizar candidato a senador com apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), e agora quer, pelo menos, salvar sua permanência na Câmara Federal.

Lobato desconfia que Maranhão faça parte de uma estratégia montada pelo Grupo Sarney para tumultuar o PT, e lembra que em 2014 o partido viveu a mesma situação quando foi obrigado a se coligar com o suplente de senador Lobão Filho (MDB), mas a base se manteve com a candidatura de Flávio Dino (PCdoB).  Agora, por objetivos, ainda não confessados, uma corrente quer a entrada do deputado nos quadros da agremiação, criando um grande descontentamento entre boa parte dos filiados.

De acordo com o presidente do PT,  a entrada de Waldir Maranhão para viabilizar seu projeto de ser senador não faz o menor sentido, pois o partido já tem um nome a oferecer à chapa do governador, caso encontre vaga na chapa majoritária, Márcio Jardim, ex-secretário estadual de Esportes e Lazer.

Frustrada esta pretensão e ainda assim se ele insistir em entrar na legenda, sua filiação não será bem vinda, pois também não interessa ao PT reelegê-lo deputado, colocando em risco a renovação do mandato de Zé Carlos, que é um representante mais qualificado na Câmara.

Lobato diz ainda que não há dívida nenhuma do partido com Maranhão, como insistem em afirmar seus seguidores, simplesmente por ele ter tentado barrar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, na Câmara Federal, quando se encontrava no exercício da Presidência da Casa.

“Ele apertou o botão, mas desligou logo em seguida”, diz o dirigente petista, lembrando que no mesmo Diário Oficial em que foi publicada a portaria que anulava a decisão da Comissão de Constituição e Justiça, para levar a votação do impedimento da ex-presidente ao plenário, outra medida sua cassava a primeira, ou seja, “ele não teve peito para segurar a pressão”.

De acordo com o presidente do PT, o que todos esperavam neste episódio do impeachment era que o deputado mantivesse a decisão, contudo não teve coragem de enfrentar a pressão dos segmentos conservadores, tampouco da imprensa, o que acabou lhe criando um grande desgaste nacional. Ainda assim, Maranhão apostava no reconhecimento dos petistas para pedir ingresso no PT, mas isto, garante, jamais se concretizará.

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