quinta-feira, 30 de março de 2017

O triunvirato caxiense...

Não obstante a boataria sobre desavenças internas no núcleo duro palaciano, em público o triunvirato que detém o poder caxiense aparenta estar unido. Desde que Fábio Gentil (PRB) foi eleito prefeito e consequentemente dividiu o poder com os aliados Paulo Marinho e Albuquerque (Catulé e filho) a expectativa dos adversários é sempre a de que haverá, mais dias menos dias, um rompimento.

Isso pode até acontecer, mas é ingênuo acreditar que o trio não tenha consciência de que isso vier a ocorrer as consequências serão desastrosas e todos pagarão um alto preço político e, obviamente, eleitoral. Decerto que não se imagina que o trio compartilhe de uma amor recíproco irretocável e, portanto, inatingível. Mas é indiscutível que na aliança entre eles é que o triunvirato alimenta o sonho de se manter no poder por pelo menos mais uns 12 anos. O chamado ciclo dos 12 anos de mando por um determinado grupo regional, já analisado diversas vezes aqui na coluna, paira quase que de forma profética na Princesa do Sertão daí a razão da ambição dos que chegam ao Palácio da Cidade em preservar essa, digamos, tradição.

Dessa forma, por razões que desafiam a lógica, a antes impensável aliança que se vê agora no inquilinato palaciano é o fio condutor do futuro que esses personagens planejam para continuar dando as cartas na política regional. Caso esse raciocínio sofra abalos e eles, Fábio, Marinho e Catulé, rompam a relação dificilmente o trio terá outra oportunidade parecida com a de agora.

(Jotônio Viana, Coluna Caxias em Off)

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