Assembleia Legislativa

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Artigo do Igor Igreja: O arrependimento de votar em Flávio Dino

Peço desculpas aos maranhenses. Se arrependimento matasse...

Lembro que de toda a esperança que não só eu, mas milhões de maranhense colocaram no projeto de mudança apresentado pelo então candidato a governado Flávio Dino na eleição de 2014.

De Norte a Sul, de Leste a Oeste do Maranhão a "onda vermelha" embalava sonhos de dias melhores, projetos de emancipação socioeconômicos, liberdade e mais justiça para um estado que já não aguentava mais o domínio político de um grupo que por quase meio século mandava e desmandava nos destinos do nosso estado.

Lembro ainda do discurso histórico de posse quando o primeiro governador comunista da história do país afirmou: "Leões, agora vocês não vão mais rugir para o povo (…) Vocês estão despidos dos brasões da oligarquia”. Balela!

Pode parecer exagero da minha parte, mas a sensação que passa é que nunca os 'Leões" rugiram tão ruidosa e perversamente como neste quase dois anos de poder comunista no Maranhão. Basta ver a postura do governador e do seu principal homem, o secretário de (des) Articulação Política e Comunicação, jornalista Márcio Jerry.

Na pasta da (des) Articulação Política age como um bode brabo em loja de louças, perseguindo adversários políticos, atentando jornalistas e blogueiros não alinhados ao projeto de poder dos Leões, afugentando aliados, cooptando pessoas de alma fraca e abusando de poder político para favorecer os da "panelinha".

Já na pastas da Comunicação age como um Joseph Goebbels, mentindo e mentindo, tantas mentiras quanto forem possíveis até virarem verdade aos olhos do povo. Nada de novo na área de Comunicação do Governo do Estado a não ser a forma discricionária como veículos e profissionais são tratados de forma deselegante de como usam alguns blogueiros para atacar a honra e dignidade de adversários desse poder comunista que assola o estado.

Mas, não existiria Márcio Jerry se não existisse Flávio Dino. É como se quisermos entender Joseph Goebbels sem entender Adolf Hitler. Ambos são face da mesma moeda!

Sinto-me decepcionado, angustiado e, sobretudo, indignado por saber que o meu voto serviu para implantar práticas de uma ideologia autoritária no estado que nem no auge da oligarquia Sarney, quiçá do vitorinismo, se viu por estas terras onde canta o sabiá.

Conforta-me saber que nunca é tarde para reparar erros.

E 2018 está chegando para eu prestar conta com a minha consciência quanto ao erro que cometi em 2014 votando num déspota esclarecido.

Peço desculpas aos maranhenses pelo voto em Flávio Dino e Márcio Jerry.

(Por Igor Igreja, advogado timonense)

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