Assembleia Legislativa

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Para evitar conflitos entre aliados, Flávio Dino cancela comícios nas próximas viagens ao interior do Estado

Aquiles Emir - Ainda amargando as repercussões do bate-boca travado com a prefeita Maura Jorge, na visita feita a Lago da Pedra, dia 27 de novembro (foto ao lado), e após testemunhar outros incidentes políticos por conta de divergências locais entre aliados políticos, o governador Flávio Dino (PCdoB) decidiu que nas próximas visitas ao interior do estado não haverá mais montagem de palanque para "comícios" após anúncio ou inauguração de obras. Segundo uma fonte palaciana, a partir de agora haverá apenas descerramento de placas ou assinatura da ordem serviços, pose para fotos, desfile sobre máquinas e entrevistas, ou seja, ninguém mais será vaiado ao aplaudido nos eventos oficiais do Estado.

De acordo com a informação sobre o incidente de Lago da Pedra, a prefeita Maura Jorge teria ligado, na semana seguinte, para o Palácio dos Leões, a fim de se explicar. Ela disse que foi o Cerimonial que lhe convidou para discursar, o que mais tarde teria sido desautorizado pela Secretaria de Articulação Política e Assuntos Federativos. Quando Flávio Dino se dirigiu ao palanque já teria sido informado que a prefeita não falaria, porém isto não foi comunicado a ela, e aí veio o "arranca-rabo" em público.

Dias depois, um outro incidente, mas este de menor repercussão foi registrado em Barra do Corda. Como estavam no palanque o prefeito, Eric Costa, e o deputado Rigo Teles, que são adversários, porém ambos aliados do governador, quando o parlamentar foi falar os simpatizantes do prefeito o vaiaram, o que obrigou o governador a intervir para silenciar a plateia. Por sorte, Rigo Teles não levou sua claque, pois o prefeito também seria hostilizado e o governador ficaria no meio de um tiroteio de vaias.

Como em 2016 as tensões deverão estar mais elevadas por conta da eleição municipal, Flávio Dino decidiu não correr mais riscos, principalmente nos municípios onde a disputar vai ser dar entre aliados. Até porque qualquer desgaste de maior intensidade pode acabar se transformando numa dor de cabeça para 2018, quando o cargo do governador estará a prêmio.

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