Assembleia Legislativa

sábado, 30 de novembro de 2013

Dúvidas sanadas: Em reunião com Lula e Dilma, PT decide apoiar Luis Fernando


Na rodada de negociações com o PMDB para turbinar palanques estaduais para a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o PT indicou que deve abandonar a candidatura do comunista Flavio Dino ao governo do Maranhão e manter o apoio à família Sarney.

A decisão foi anunciada pelo presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO). Segundo o dirigente, esse foi o único entendimento da reunião deste sábado comandada por Dilma ao lado do ex-presidente Lula. O encontro ocorreu na Granja do Torto, residência de campo da Presidência.

"Avançou bastante. Teremos de sentar outras vezes, mas nesse caso do Maranhão a questão já foi resolvida. A ala que apoia o candidato da governadora Roseana, do PMDB, ganhou a convenção... A ala do PT. Logo deverá apoiar o candidato a governador da governadora Roseana Sarney, do PMDB", afirmou.

No Maranhão, uma ala do PT queria apoiar o comunista Flávio Dino, candidato à sucessão de Roseana. Esse é um dos poucos pedidos de apoio feito pelo PC do B ao PT na corrida eleitoral de 2014.

O senador José Sarney (PMDB-AP) participou da reunião, mas não deu entrevistas. O nome do PMDB ainda será lançado por Roseana. A decisão deve gerar tensão no PT do Maranhão e provocar reações no PC do B.

Principal aliado, o PMDB também contabiliza divergências com o PT especialmente no Rio, Minas Gerais, Paraíba e Ceará. Os dois primeiros Estados têm densidade eleitoral e peso na convenção do PMDB que ratificará a aliança com Dilma no ano que vem.

No Rio, a situação é considerada explosiva. O governador Sérgio Cabral ameaça seguir com o senador Aécio Neves se o PT mantiver a candidatura do senador Lindberg Farias. No encontro de hoje, o PMDB pediu que os petistas adiem a saída do governo Cabral para março. O PT não teria dado uma resposta.

A Folha apurou que a estratégia do PMDB é ganhar tempo para ver se a candidatura do vice-governador Luiz Fernando "Pezão" decola e o partido conquiste, assim, argumentos para tentar descredenciar a campanha de Lindberg.

A estratégia de esperar até março conta com aval do ex-presidente Lula, mas enfrenta resistência de setores do PT.

"O Rio de Janeiro acho que tem de dar um tempo. Porque está muito claro que a divisão do PMDB e do PT poderá prejudicar as duas candidaturas. Acontecendo já nas pesquisas de intenção de votos que tem sido feitas", disse Raupp.

O presidente do PMDB disse que ainda não está decidido se haverá pré-convenção para selar a aliança com o PT. "Ainda não tá decidido também. Se forem se ajustando essas questões de Estados, talvez nem precise fazer a convenção antecipada. Mas é uma questão que não está descartada, mas não está definida também".

O senador também disse que não ficou definido qual será a postura da presidente nos palanques duplos.

"Essa é uma questão que vai ser decidida mais na frente, se vai ter neutralidade em alguns Estados, se vai participar de dois ou três palanques, se vai gravar para dois ou três candidatos, essa é uma questão que vai discutir mais na frente também", completou.

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